sexta-feira, 20 de junho de 2014

Viajar



Tirar os pés da terra firme...

 Aprendi muito com o tempo, sobre o que é a vida e sobre o que quero de mim mesmo para minha vida.

Sou um rapaz de sorte, abençoado. Em todas as viagens que fiz, sempre encontrei gente interessante.

Sempre me deparei com senhores e senhoras que me encantaram. Aprendi muito mais em bons minutos de conversas com todos eles, do que li em muitos livros.

No Rio, com o Mr. Lago, eu aprendi como ser um cavalheiro. Aquele senhor é um verdadeiro gentleman.

Na cidade de Tigre, na Argentina, bons minutos de conversa sobre política, com um ex-marinheiro, me fez entender muito mais sobre a política da América Latina, do que nos anos de colegial.

Dividi em um pub no ano de 2011, em Santiago do Chile, algumas boas cervejas, com um casal de Chilenos de Setenta e poucos anos, que me alegraram muito.

Andando do Leblon até Copacabana com um casal de Alemães também de Setenta e poucos anos, aprendi sobre tecnologia e como manter o coração alegre. 

Foram tantas experiências nos últimos anos, com idosos, que daria um texto muito mais interessante do que esse que você lê agora. Mas dois fatos me fizeram realmente parar, respirar, pensar e sorrir.

E são os seguintes:

Tenho o costume de levar a Bandeira do Brasil em todas as viagens. Durante a visita ao Estádio Centenário, encontramos um senhor URUGUAIO com sua filha. Ele ficou tão contente de nos ver lá, com a Bandeira do Brasil, que nos pediu para gravar um video, com mensagens sobre a Copa. Aqueles 35 segundos de sorriso me encantaram. Ganhei a viagem ali! Com aquele sorriso! Com aquela simplicidade.

O segundo fato, que me fez sentir uma alegria interna sem tamanho. Foi logo após chegar do Uruguai, no desembarque. Um senhor nigeriano, muito simpático, falava comigo da sua alegria de estar no Brasil. Foram pouco mais de 2 minutos de conversa, mas aquela alegria que foi transmitida, com um sorriso sincero, não sai da minha cabeça.

Só espero que a vida me dê mais bons momentos como esses...

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Uma crônica sem crônica alguma

28
“Já vivi tanta coisa... Tenho tantas pra viver”.
Aprendi muito, mas eu esqueci muito mais.  Tive e tenho professores maravilhosos.

Nesses 27 anos descobri muita coisa a meu respeito. E também não descobri nada. Conheci muita gente interessante.

Fiz amigos, verdadeiros amigos por onde passei.  “I get high with a little help from my friends”.

Li livros incríveis, verdadeiras obras da literatura. Escutei músicas de todos os tipos.

Viajei bastante, mas não tanto quanto gostaria. A mochila me levou para lugares surreais, mas minha imaginação foi me abandonando conforme fui deixando de ser criança. “É que eu nasci com o pé na estrada, com a cabeça lá na lua”.

Vi coisas maravilhosas na natureza, mas vi tristeza e destruição. Culpa do homem. Olhei inúmeras noites belíssimas, com estrelas iluminando o céu. Mas passei por algumas noites de lágrimas e solidão.  “Eu vejo estrelas saindo no céu. É o claro e o vazio do céu”.

Apaixonei-me... E com sinceridade, uma única vez. O amor é um sentimento confuso.
Conheci as noites de bares e cervejas, de cigarros e doses de uísque. Conheci o prazer do sexo sem paixão e o sabor da ressaca no dia seguinte. I wanna rock and roll all night and party everyday.”

DESCULPE-ME pelos palavrões que irá ler abaixo

28, porra! Não acredito que o tempo passou tão rápido. Lembro-me de quando ganhei minha primeira bicicleta! Caralho! Eu mal conseguia pedalar! “E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar. Não tem tempo nem piedade nem tem hora de chegar”.

E as malditas brigas na escola, pqp! Que saudade daquela época! De jogar futebol na rua e quantas foram as vezes que cheguei em casa com os dedos do pé esfolados... Chutava mais o asfalto que a bola!

Puta merda, a vida está passando rápido demais!
“Nessa terra de gigantes”.

Que saudade, que nostalgia.

Foda-se os palavrões aqui!
All Apologies”


“feliz Aniversário, envelheço na cidade”

domingo, 4 de maio de 2014

Simplicidade

Olhar para o céu de noite. Gosto de olhar para lua. Sou capaz de ficar sentado por horas só admirando a beleza do luar.

Viajar de avião, sempre no final da tarde, para aproveitar o pôr do sol. Traz uma sensação de alívio.

A beleza da vida está nela mesma. Não é preciso ter luxos para ser feliz. É possível alegrar o coração escutando o canto dos pássaros. É só prestar atenção.

Acordar cedo e olhar o nascer do dia também pode trazer alegria, paz, uma sensação de liberdade. Não sei explicar bem, mas é algo bom. Bem, é o que eu sinto.

Quando praticava montanhismo, o mais difícil não era a subida cansativa até o cume, era abandonar a paisagem. Montanhas... Montanhas, eu preciso voltar a visitá-las. A natureza renova a alma.

Talvez toda essa tecnologia esteja me afastando de tudo, principalmente de mim mesmo. Será que estou perdendo minha identidade?! Acho que estou!

Sentir o vento, andar na chuva, pisar no barro, terra molhada, fazer um avião de papel... Simplicidade.

É preciso simplicidade...

sexta-feira, 2 de maio de 2014

...



O papel já não aceita qualquer coisa, as linhas estão retas e isso não é bom.

Gosto de escrever sobre linhas tortas, de cores escuras. Estão invisíveis agora.

Ligo o som, Sinatra me diz o que escrever, mas não crio nada bom. Desce rasgando pela garganta o uísque, a fumaça do cigarro se espalha pelo quarto. As ideias não surgem.

Amargo o gosto do vazio, do nada, do desejo desesperado de gritar em palavras. Nada!

O suor pinga no papel... Nada escrito. A ponta da caneta sangra frases tristes, ficam borradas. 

Rabiscos e mais rabiscos. O silêncio da caneta agride com força o papel borrado de suor, com cheiro de uísque e cigarro. Nada.

É como se estivesse preso dentro de mim mesmo... A mão treme, a caneta toca o papel, uma fuga desesperadora de minha alma escorre em palavras sem sentido.

Mais uma dose. Amasso o papel de linhas invisíveis e o jogo para longe.

Outra folha, outras linhas...


domingo, 27 de abril de 2014

Perto dos 30


Estou perto daquela idade em que dores nas costas são sinais de que o corpo precisa de mais descanso e menos noitadas de cervejas e cigarros. PQP!

O que antes era fácil de aguentar, agora são horas de resmungos! “Quero minha casa”, “Não aguento mais esse barulho”, e por ai vai a minha lista de negativismo na vida noturna hoje.

Olhar as fotos antigas dá uma nostalgia triste e alegre ao mesmo tempo. Os cadernos da escola são as lembranças do que fui e o que sou hoje, triste para caralho!

Futebol na rua, porra, quanto tempo desde a última vez. Era um profissional de pelada no asfalto, com as traves feitas de chinelos e tijolos. As vizinhas ficavam loucas.

Agora o corpo pede mais atenção. Balada com luzes piscando e aquelas sensações de mundo psicodélico dão lugar para livros, cinema... E chá. Porra, como tô diferente!

Era fácil não pensar em nada. Hoje não dá nem para dormir sem pensar em algo que aconteceu, está acontecendo ou vai acontecer... Ou que tudo isso não passa de uma bobagem.

Aquela energia de criança está perdendo espaço para um cansaço de matar a alma. Mas a alma é jovem, aguenta. O corpo não.

O refrigerante deu lugar à dose generosa de vodka, acompanhada de conversas politicamente correta, ah, porra nenhuma!

Amores de adolescente não são mais os mesmos. Agora são paixões, como fogo, que ardem e queimam, mas são muito mais emocionantes.

As viagens que antes eram aquelas excursões com os amigos da escola, agora são com destino ao desconhecido. Verdadeiras aventuras.

É... Perto dos trinta eu começo a pensar que a vida é curta e que esse tempo aqui não pode ser desperdiçado com “esperas” por nada. Li numa crônica algum tempo atrás que dizia que a Espera é o que fazemos dela, portanto, vou fazer da minha espera, uma espera incrível.

Mas os trinta anos ainda vão esperar mais um pouquinho para me alcançar... Pelo menos mais dois anos.

Agora vou tomar um bom chá... Boa noite!

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Vou rabiscar um pedaço de papel. Colocar o pensamento sobre retas e desenhar a angústia. Rabiscar as retas e tirar do coração a razão. Buscar no fundo da garrafa de bebida ardente a lucidez rabiscada. Vou amassar o papel rabiscado de bebida e jogar no lixo...

sábado, 29 de março de 2014

Dias meus



As horas dos dias meus.
Do sorriso seu,
São os minutos meus.
Queria eu o sorriso seu.

A estrela a brilhar,
O luar a me encantar,
 Quero sempre te olhar,
Mesmo que seja a sonhar.

Não recuse os beijos meus,
Pois também é desejo teu.
Dou eu a vida por um beijo teu,
Mesmo que seja em sonhos meus.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Tierra Sustentable



Esse texto não é de minha autoria, achei na internet e é muito bom! Boa Leitura!

 
En la fila del supermercado, el cajero le dice a una señora mayor que debería traer su propia bolsa, ya que las bolsas de plástico no son buenas para el medio ambiente. La señora pide disculpas y explica: “Es que no había esta moda verde en mis tiempos.” El empleado le contestó: “Ese es ahora nuestro problema. Su generación no puso suficiente cuidado en conservar el medio ambiente.” Tiene razón: nuestra generación no tenía esa moda verde en esos tiempos: En aquel entonces, las botellas de leche, las botellas de gaseosa y las de cerveza se devolvían a la tienda. La tienda las enviaba de nuevo a la fábrica para ser lavadas y esterilizadas antes de llenarlas de nuevo, de manera que se podían usar las mismas botellas una y otra vez. Así, realmente las reciclaban. Pero lleva razón, no teníamos esta moda verde en nuestros tiempos. Subíamos las escaleras, porque no había escaleras mecánicas en cada comercio ni oficina. Íbamos andando a las tiendas en lugar de ir en coches de 300 caballos de potencia cada vez que necesitábamos recorrer 200 metros. Pero tiene Vd. toda la razón. No teníamos la moda verde en nuestros días. Por entonces, lavábamos los pañales de los bebés porque no los había desechables. Secábamos la ropa en tendederos, no en secadoras que funcionan con 220 voltios. La energía solar y la eólica secaban verdaderamente nuestra ropa. Los chicos usaban la ropa de sus hermanos mayores, no siempre modelitos nuevos. Pero está en lo cierto: no teníamos una moda verde en nuestros días. Entonces teníamos una televisión, o radio, en casa, no un televisor en cada habitación. Y la TV tenía una pantallita del tamaño de un pañuelo, no una pantallota del tamaño de un estadio de futbol. En la cocina, molíamos y batíamos a mano, porque no había máquinas eléctricas que lo hiciesen por nosotros. Cuando empaquetábamos algo frágil para enviarlo por correo, usábamos periódicos arrugados para protegerlo, no cartones preformados o bolitas de plástico. En esos tiempos no arrancábamos un motor y quemábamos gasolina sólo para cortar el césped; usábamos una podadora que funcionaba a músculo. Hacíamos ejercicio trabajando, así que no necesitábamos ir a un gimnasio para correr sobre cintas mecánicas que funcionan con electricidad. Pero claro que está Vd. en lo cierto: no había en esos tiempos una moda verde. Bebíamos del grifo cuando teníamos sed, en lugar de usar vasitos o botellas de plástico cada vez que teníamos que tomar agua. Recargábamos las estilográficas con tinta, en lugar de comprar una nueva y cambiábamos las cuchillas de afeitar en vez de tirar a la basura toda la maquina afeitadora sólo porque la hoja perdió su filo. Pero,eso sí, no teníamos una moda verde por entonces. En aquellos tiempos, la gente tomaba el tranvía o el autobús y los chicos iban en sus bicicletas a la escuela o andando, en lugar de usar a su mamá como taxista las 24 horas. Teníamos un enchufe en cada habitación, no un regleta de enchufes para alimentar una docena de artefactos. Y no necesitábamos un aparato electrónico para recibir señales desde satélites situados a miles de kilómetros de distancia en el espacio para encontrar la pizzería más próxima. Así que me parece lógico que la actual generación se queje continuamente de lo irresponsables que éramos los ahora viejos por no tener esta maravillosa moda verde en nuestros tiempos.